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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Popular é queimado com ferro de marca gado








Um homem sofreu uma queimadura nas costas causada com ferro quente, daqueles utilizados para marcar boi. O fato ocorreu em um bar localizado no sítio estrago em Brejo da Madre de Deus, na madrugada do ultimo sábado (04).


A notícia da agressão tomou grandes proporções após a irmã da vítima publicar em uma rede social, uma foto juntamente com um desabafo, mostrando indignação de seu irmão ter sido “marcado feito bicho”.


Segundo familiares, Evanilson Davi de Oliveira, 46 anos, popularmente conhecido por Lêlêga, estava no bar e o dono teria mandado o mesmo ir embora por várias vezes, e como ele não obedeceu, foi marcado com um ferro quente.

“Soubemos que o dono do bar disse a Lêlêga: você quer ir embora ou quer que eu te ferre? Ai aconteceu que realmente ele encostou o ferro quente em meu irmão. Não custava o dono do bar ter trazido ele aqui na casa dos meus pais, ou até mesmo ligado pra polícia se meu irmão tivesse perturbando, agora nada justifica ele ter sido marcado como um animal”, falou Maria da Penha Davi de Oliveira França, irmã da vítima.

A mãe de Lêlêga é também tia do dono do bar, e disse que a família não vai prestar queixa na delegacia, mas não quer que isso volte a acontecer, nem com seu filho, nem com outra pessoa.

“Estamos tristes e revoltados. Imagine como está o meu coração de mãe. Isso só se faz com bicho bruto, e meu filho não é gente sem dono não. Não vamos prestar queixa e queremos que isso se acabe por aqui, agora tomara que não volte a se repetir nem com Lêlêga e nem com ninguém”, disse a mãe da vítima, a senhora Paula Francinete Davi de Oliveira, 69 anos.

O dono do bar é José Algusto da Silva Monteiro, 34 anos, e falou com a reportagem do Blog Estação Notícias e também com a equipe da TV Asa Branca.

“O Brejo inteiro sabe que Lêlêga é perturbador, quando bebe é chato até demais, e gosta de confusão. Aconteceu que ele estava perturbando, pedi por várias vezes pra ele ir embora e ele não foi, mandei até um rapaz levar ele de moto, mas ele voltou de novo, e pra piorar, começou a fazer estreptese dentro do bar. Ele ficou levantando a roupa, minha esposa estava perto e outras quatro mulheres também estavam, eu não gostei dessa atitude dele, não acho isso certo. Ele inclusive fica colocando a mão nos pratos dos clientes e pegando a bebida também. Com essa atitude dele, eu perco clientes e por isso perdi a cabeça e aconteceu aquilo”, relatou Zé Augusto.

Segundo o dono do bar esta foi à primeira confusão ocorrida em seu estabelecimento e deseja apenas paz para trabalhar.

“Nunca teve uma confusão no meu bar, a primeira vez foi essa. Eu só quero ter paz para trabalhar e atender bem meus clientes, coisa que com Lêlêga por perto não tem como. A família pode ficar tranquila que eu também não quero confusão. Não vamos mexer com ninguém, se eles não querem confusão, muito menos eu”, finalizou Zé Augusto.

A família tentou levar Lêlêga ao hospital para que fosse medicado, mas o mesmo se negou a ir. Apesar de muita dor, ele passa bem, só deve ficar marcado para o resto da vida com as iniciais JH.


Do Patrulha do Agreste / fonte: Blgo estação noticiais e TV Asa Branca

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